A Construtora Queiroz Galvão (CQG) encerrou 2013 como uma das três maiores empresas brasileiras no setor, diversificando seu modelo de negócios e incluindo na sua carteira uma participação significativa na modalidade de parceria públicoprivada (PPP). Como já é tradição na história da companhia, o ano foi marcado no Brasil por avanços em obras de grande porte em variados segmentos - transportes, refinarias, vias urbanas, saneamento, energia e mobilidade urbana.

Conforme definido como prioridade para 2013 no Brasil, a busca de novos negócios baseados nos formatos de PPP e do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) foram vitoriosas. O RDC é uma modalidade de contrato criada pelo governo federal e que abrange, entre outras demandas, obras necessárias para a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 (no Rio de Janeiro) e projetos do Programa de Aceleração do Crescimento. Esse tipo de contrato representou cerca de 11% do faturamento de 2013. A participação dos empreendimentos do setor privado ficou em 26%. Esse direcionamento reforçou a saúde financeira da empresa, que, em 2013, teve um aumento de 22% em seu lucro líquido, na comparação com o ano anterior.

Três obras para a melhoria da mobilidade urbana mereceram destaque especial em 2013. A CQG integra o consórcio que vai construir a Linha 6 do Metrô de São Paulo, uma PPP com investimento total de R$ 9,6 bilhões. A obra, quando concluída, será operada pela QG Logística, divisão da QG Infra. Serão 15,3 km de extensão, 15 estações e uma demanda projetada de 633 mil passageiros por dia útil. A nova linha ligará o bairro da Vila Brasilândia à estação São Joaquim (Linha 1-Azul). A construção vai gerar 10 mil empregos. Quando concluída, atenderá a uma população de dois milhões de pessoas, percorrendo os bairros de Brasilândia, Freguesia do Ó, Pompeia, Perdizes, Sumaré e Bela Vista.

Também no estado de São Paulo, a Construtora iniciou as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que vai ligar as cidades de Santos e São Vicente. O trabalho começou em maio de 2013. Quando concluída, a linha terá extensão de 9,5 km e 11 estações. O VLT na Baixada Santista será o primeiro a funcionar com tração elétrica no país e vai atender 70 mil usuários diariamente, empregando 22 trens modernos e não poluentes. O projeto faz parte da reestruturação completa do sistema de transporte da região, que beneficiará mais de 220 mil pessoas.

Já no Rio de Janeiro, a Construtora acelerou os trabalhos na Linha 4 do Metrô, conectando os bairros de Ipanema, na Zona Sul, e Barra da Tijuca, na Zona Oeste. A extensão total é de 16 km, compreendendo sete estações. Quinze novos trens chegarão em 2015 para receber os estimados 300 mil passageiros que deverão circular pela linha; a previsão é de que pelo menos 4 mil veículos particulares deixem de trafegar a cada hora no trecho coberto pelas estações, desafogando o trânsito. Em dezembro de 2013, entrou em operação o TBM (tunnel boring machine, ou máquina perfuradora de túneis) trazido da Alemanha. O aparato, capaz de escavar em média 12 metros de túnel por dia - capacidade quatro vezes maior que a dos métodos tradicionais - é o maior equipamento do tipo já usado na América Latina, com 120 metros de comprimento e a altura de um prédio de quatro andares.